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terça-feira, 4 de maio de 2010

Ensino vai mal também em Porto Alegre

O CPERS/Sindicato divulgou no início da tarde desta sexta-feira 30, no Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, os resultados de uma pesquisa que aponta os principais problemas da rede estadual de ensino.

O levantamento foi realizado entre os dias 1º de julho e 22 de outubro de 2009 em 122 cidades do estado. Foram ouvidas 452 pessoas em 226 escolas, representativas, na época, de 2688 escolas. O plano amostral contou ainda com duas estratificações: geográfica, dividindo o estado em sete mesorregiões, e outra por porte das escolas, com base no número de alunos.

Segundo o levantamento, 60% das escolas não tem serviço de orientação educacional
43,5% daquels que tem ensino noturno não dispõem de refeitório neste turno de aula.
Laboratórios de informática não existem em 37,8% das escolas
e 30,2% não possuem refeitório.
Em relação à quantidade de profissionais, os resultados são os seguintes:
47,1% consideram insuficiente a quantidade de professores
58,5% julgam insuficiente o número de funcionários de escola. 

A pesquisa também aponta que a violência faz parte do cotidiano das escolas gaúchas, pois 60,2% dos entrevistados lembram de incidentes envolvendo a segurança na escola.
O combate a drogadição não existe para 59,4% dos entrevistados, enquanto 33,9% afirma que existe. Outros 6,7% não sabem ou não responderam. 

Um dado relativo à manutenção das escolas chama a atenção: quanto maior o envolvimento com a escola maior o grau de insatisfação. 66,7% dos diretores consideram a manutenção insuficiente.
Entre os vice-diretores o percentual é de 64,3% e entre professores, de 61,4%.
Para os alunos há um equilíbrio entre as avaliações insatisfatória (47,7%) e satisfatória (47,6%).
No segmento de pais, os percentuais são de 46,4% insatisfatória e 50% de satisfatório.
Os dados demonstram que quanto maior o grau de responsabilidade e intimidade com o espaço escolar, maior é a insatisfação com a infraestrutura das escolas. Os dados deixam implícito que neste quesito o mínimo necessário é garantido graças ao esforço do corpo docente.

A verba governamental para manutenção das escolas, segundo diretores de escola entrevistados, responde por apenas 15% do total necessário. Para a maioria (35%), os recursos são oriundos do CPM. Outros 25% dizem que a escola “custeia” as despesas. São as famosas festinhas, rifas etc. Para 81,6%, a verba repassada é insuficiente.

Quanto a enturmação, colocada em prática pelo atual governo do estado, as avaliações são as seguintes: para 53,8% baixa a qualidade do ensino e o atendimento ao aluno, para 23,1% prejudica a aprendizagem, para 11,5% é ruim para alunos e professores, e para outros 11,5% dificulta o trabalho dos professores.

Para o CPERS/Sindicato, a pesquisa mostra o compromisso da entidade e da categoria com a qualidade da educação.
Se hoje as escolas possuem as mínimas condições de funcionamento é por conta do esforço de diretores, especialistas, professores, funcionários, pais e alunos.
Os resultados obtidos pela pesquisa mostram em que condições os educadores estão trabalhando e os alunos estudando.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

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